Domingo, 13 de Março de 2011

Geração desenrascada

Estamos a atravessar uma fase difícil, com uma grave crise financeira que teima em não ser resolvida, e perspectiva-se que perdure por mais algum tempo. Consequentemente, o investimento privado diminui, pois hoje em dia as pessoas só se metem num negócio com um mínimo de garantias que possam ser bem sucedidas; como tal, as ofertas de emprego têm vindo a diminuir e as condições de empregabilidade são cada vez mais precárias, sujeitando-se os jovens a coisas impensáveis até há um bom par de anos.
Bastou portanto um pequeno toque na ferida pelos Deolinda, e o caldo entornou: os jovens estão fartos de ser escravos desta crise financeira criada pelos chico-espertos dos especuladores e de um capitalismo desregrado. Contudo essa mesma música poderá ser, como disse em tempos Jaime Pacheco - "uma faca de dois legumes". E isto porque, apesar da ironia constante na mesma, poderá levar à interpretação de que não vale a pena estudar: e isso será o maior erro de toda esta geração. Há que apostar num formação cada vez mais especializada e dedicada.
Esta poderá ser a geração desenrascada, que oferece o corpo ao manifesto, por exemplo, para 24h de árduo trabalho para fazer uma curta-metragem  e gastar dinheiro por isso. Foi o que aconteceu neste sábado no Theatro Circo, no festival Fast Forward, e o qual tive o prazer de participar, sob o tema "FAZER DE MORTO - as notícias da minha morte foram manifestamente exageradas.", na curta que se segue:



O festival irá voltar a Portugal ainda este ano, em Outubro, em Guimarães.
 
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