segunda-feira, 25 de abril de 2011

A todos os interessados

Nasceu um novo blogue da minha autoria neste espaço, pelo que são todos bem-vindos a aparecer por lá, e tomar um copo.

sábado, 2 de abril de 2011

A melhor banda portuguesa da actualidade.

Os Golpes são um novo fenómeno da musica portuguesa. Não há volta a dar. O tema "Vá Lá Senhora" que foi primeiramente mostrado em Julho do ano passado ainda continua muito vivo nos ouvidos dos portugueses, e teve semanas a fio no top das musicas preferidas dos ouvintes da antena 3. É uma óptima canção, pois mesmo tendo sido excessivamente abusada na radio ainda continua com o mesmo esplendor. Rui Pregal da Cunha, líder dos Heróis da Mar, deu a sua bênção nesta música. É impressionante o número de visitas a este antigo post escrito aqui no blog, e há bastante tempo no top das visualizações. Meus amigos, Os Golpes vieram para ficar, vão certamente figurar nos "tops" por muito bom tempo.
O Ep G, que eles distribuíram especialmente em dois concertos no Porto e em Lisboa este ano, apenas era para ter ficado por aí, não fosse o tremendo sucesso de "Vá Lá Senhora": assim o G, que estava previsto ser apenas distribuído gratuitamente nesses concerto, teve honras de edição para venda, e chegou esta semana às lojas. E em bom tempo o fizeram, porque este novo Ep vem confirmar que o talento evidenciado no primeiro álbum tinha pernas para andar; as letras - o patinho feio do Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco (2009) - foram melhoradas a 200%. Onde estão as fragilidades? Nem vê-las. Ao fim de algumas audições o single conhecido vai dando espaço às outras canções, e não mais saímos delas: "Campo de Santa Clara", uma sinfonia de guitarras ao despique de inicio a fim (ponha-se a negrito este "fim");  "O Amor Separar-nos-á" é a canção para gritar o mundo e a vida com versos inspiradores como "O rio Tejo é azul/o teu nome escrito é azul/o teu lábio no meu é azul". Também temos versões como Paixão, e que bem que os Heróis do Mar soam em 2011, e "Tenho Barcos Tenho remos", uma cantiga popular aqui muito bem tratada pelos Golpes.
No final ainda temos os instrumentais, mais dois, agora em "Agência Lusa" e "A Brasileira": que bem que eles penteiam aquelas guitarras (Pedro da Rosa está a tornar-se um guitarrista de classe sofisticada), acabando "A Brasileira" em sussurros no verso "As palavras são o meu chão". Tudo correu bem. Portugal estava a precisar deste som. Olá novos Golpes. Olá melhor banda portuguesa da actualidade.

Fotografia: Vanda Noronha
 
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